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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Garota Exemplar – Guillian Flynn (Livro)







Muita gente me recomendou o filme, muito foi falado sobre o livro. Eu não costumo me apegar muito a livros que estão em alta, isso por que às vezes as expectativas podem vir a atrapalhar a leitura. Esse foi um daqueles livros que já estava a um bom tempo em minha estante, e esperei o momento certo para lê-lo. Procurei não ler a respeito para não correr o risco de spoilers. E me recusei a assistir ao filme antes de ter minha experiência com o livro. Acredito que deu certo, comecei o livro sem grandes expectativas, o que me possibilitou mergulhar na história sem opiniões alheias.
Garota exemplar é um thriller psicológico escrito pela autora americana Guillian Flynn. Guillian é jornalista, trabalhou dez anos como crítica de cinema e tv. Guillian também é autora de outros dois livros.
O livro tem como protagonistas Nick e Amy, um casal que está completando cinco anos de casados. A história começa no dia do aniversário do casal, e Amy desapareceu. Com todas as pistas e evidencias apontando a culpa de Nick, ele busca com ajuda de sua irmã provar sua inocência. Por outro lado, o leitor fica extremamente sem saber se o marido é realmente uma vítima, à medida que várias mentiras vão sendo contadas.
 O romance é narrado em dois pontos de vista, o de Nick, e o de Amy, que na primeira parte é apresentada como um diário. Desde o primeiro aniversário de casados, Amy monta uma caça ao tesouro todos os anos, com pistas baseadas no seu ultimo ano juntos. Uma verdadeira cama de gato vai se formando, e cabe mais ao leitor do que propriamente ao personagem, descobrir o verdadeiro mistério do sumiço de Amy.


Guillian Flynn
A primeira parte do livro é sensacional, com várias charadas que me fizeram quebrar a cabeça. Mas a partir da metade para o final eu me decepcionei um pouco. Os personagens chegavam a ser muito desagradáveis e totalmente repulsivos. Mas no geral eu gostei muito da escrita da autora, e me prendi do início ao fim. Eu recomendo muito se você gosta de histórias policias, e thrillers psicológicos. Em 2014, foi lançada a adaptação para o cinema, que eu ainda não assisti, mas será um dos próximos filmas de minha lista. 

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Mulheres que ganharam o Prêmio Nobel em Ciências – Sharon Bertsch McGrayne





Esse foi, com certeza, um dos meus maiores achados na feirinha do livro do Tiete em São Paulo. É um daqueles livros que me fez lembrar por que amo ler biografias. E sem dúvidas, entrou para a lista dos melhores livros que já li na vida.
Esse não é um livro de ficção. Mas te transporta para outro universo. Durante décadas, existiram mais de 300 vencedores do prêmio Nobel de Ciências, entre eles, nove eram mulheres. Veja bem, menos de 3% eram mulheres. E são com esses números que Sharon começa a narrar o livro.
Sharon escreve um livro totalmente voltado para essa pequena minoria que pouco é reconhecida pela imprensa. Além das vencedoras, Sharon faz questão de citar também aquelas mulheres que estiveram por trás de uma grande descoberta e seus parceiros (homens) acabaram levando o prestígio.

Vamos acompanhar nessa leitura a vida dessas mulheres, com pequenas biografias de suas vidas pessoais a acadêmicas. Dividido em três gerações, a vida dessas mulheres é retratada com maestria. Inteligentes, femininas, e importantes para a ciência. Acompanhamos diversas descobertas no ramo da física, química, biologia e astronomia. Todas elas feitas exclusivamente por mulheres.
Um grande tapa na cara do machismo. À medida que eu lia, era impossível decidir qual delas era a mais incrível, sinto uma mistura de sentimentos e uma vontade de abraçar e agradecer as várias pessoas que apoiaram e ajudaram a tornar possível o sucesso dessas cientistas, em uma sociedade em que ser mulher era muito difícil.

Esse é um daqueles livros que eu vou recomendar para todos, por que eu simplesmente amei.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A Mansão Hollow – Aghata Christie


Minha mãe foi quem me apresentou a rainha do crime, e desde o primeiro livro que li, ‘A casa do penhasco’, sei que ela é uma de minhas autoras preferidas. Sua escrita consegue prender o leitor do início ao fim, e pode ter certeza, mesmo pensando muito, você dificilmente consegue desvendar o mistério.
Para quem não conhece, Aghata Christie é uma autora inglesa, com diversos livros policiais é considerada a rainha do crime. Possui mais de oitenta romances publicados, incluindo contos e peça de teatro.  Aghata é uma das autoras mais traduzidas do mundo. Nasceu no ano de 1890 na cidade de Torquay, e faleceu em 1976 de causas naturais. Suas obras já foram adaptadas para o cinema e a tevê, e até hoje encantam uma legião de fãs.
A mansão Hollow foi publicada no ano de 1946, e conta com um de seus principais detetives, Hercule Poirot. O romance vai se passar na mansão de Lady Angkatell, uma mulher um tanto quanto gananciosa. Durante um fim de semana a mansão Hollow é cenário de uma confraternização, com diversos convidados, entre eles, Dr. John Christow. John é um médico que vê sua vida como uma tortura, casado com Gerda, uma mulher ingênua e devotada ao marido. Na mansão Hollow também se encontra Henrietta, uma mulher apaixonada por John, Edward Angkatell, que é apaixonado por Henrietta, e David, um estudante solitário que prefere a companhia dos livros a pessoas.

Na primeira noite o jantar é interrompido pela vizinha da mansão, Veronica Cray, que por coincidência é ex-noiva de John.
Hercule Poirot, outro vizinho da mansão Hollow é convidado para o almoço no dia seguinte, e logo que chega é surpreendido por uma cena como de cinema. John Christow acaba de levar um tiro ao lado da piscina, a sua frente com o revolver na mão, sua mulher Gerda. Tudo parece ser uma brincadeira, quando Poirot descobre que o homem realmente está morrendo, e antes de morrer diz o nome de Henrietta.
Tudo parece estar claro, quando a pericia descobre que a arma que Gerda estava segurando não é a mesma que matou o Dr. Christow. Hercule Poirot e o inspetor de policia logo se juntam para esclarecer o que realmente aconteceu na mansão Hollow.

Novamente, como todos os livros que já li da autora, o final me surpreendeu. Eu adorei o livro, apesar de não ser um dos livros que mais gostei, a leitura foi muito gratificante. Eu recomendo muito. Aghata Christie é o tipo de autora essencial para se ler na vida, então se ainda não conhece, está perdendo tempo!

sábado, 23 de julho de 2016

(DIS)HONESTY: THE TRUTH ABOUT LIES





Estava à procura de um bom documentário e descobri esse navegando pelo Netflix. Com direção de Yael Melamede, ainda não teve lançamento no Brasil. O documentário americano vai ter como principal ponto o estudo do comportamento humano. Com ajuda do economista, Dan Ariely, o longa vai mostrar como o ser humano consegue mentir, fraudar e ainda assim enganar a si próprio com desculpas de o que está a fazer é irrelevante.
O filme foi baseado em um livro, no qual toda a pesquisa é descrita, ainda não li, mas já fiquei bem interessada.
É muito fácil, principalmente aqui no Brasil, julgar políticos, banqueiros, juízes de serem corruptos e ladrões, quando você cola na prova da escola, ou quando frauda o sistema do imposto de renda.




A partir de diversos experimentos, Dan mostra como é fácil para o ser humano mentir, quando se tem a certeza que ninguém irá descobrir. Acompanhamos muitas pesquisas, e diversos relatos de pessoas que começaram com uma simples mentira, visando seu próprio beneficio e acabaram se afundando até pontos críticos.




Eu adorei o documentário, é leve e descontraído. Além disso, é possível parar e refletir quantas pequenas mentiras são contadas no dia a dia, e como isso pode ser algo inconsciente. Não costumo muito entrar na área do comportamento humano, mas acredito que seja tão importante quanto saber o que se acontece no mundo. Entender o comportamento alheio, e como as nossas próprias atitudes influenciam no nosso trabalho, estudo e criação. Eu recomendo bastante.
Pesquisando encontrei o site do projeto de Dan, no qual é possível nós mesmos fazermos a experiência, e revelar uma das mentiras que já contamos na vida. É saudável ter um pouco de autoconhecimento. Vale a pena dar uma conferida.



quarta-feira, 20 de julho de 2016

Memórias de um sobrevivente – Arnaldo Niskier





Memórias de um sobrevivente, foi outra de minhas aquisições na feirinha da rodoviária do Tiete, em São Paulo. Foi um daqueles livros que da uma sensação boa de ler. Um dos meus gêneros literários favoritos é biografia. E essa história nada mais é que uma biografia de uma das revistas que por muitos anos foi a mais importante do Brasil, a revista Manchete. Apesar de não possuir memórias dessa revista, já que ela encerrou suas atividades quando eu tinha apenas três anos, sei que quem viveu nas décadas de 70, 80, com certeza se lembra de várias edições da famosa Manchete.

Escrito por Arnaldo Niskier, autor carioca, que por muitos anos trabalhou na revista, e amigo de Adolpho Bloch. A revista teve sua primeira edição no ano de 1952, e seu fim em 29 de julho de 2000. Contou com diversos jornalistas e colaboradores, como Nelson Rodrigues, Carlos Drummond Andrade, Rubem Braga.
Foi uma enorme surpresa essa leitura, já que eu pouco sabia da história da revista. O livro é dividido em duas partes. 
Na primeira parte, Arnaldo nos conta um pouco sobre a história da revista, a vida de seu fundador, Adolpho Bloch. Conhecemos então como a revista foi criada, seus momentos de ascensão e sua decadência, que veio principalmente, com a criação da emissora de televisão Rede Manchete.



Já na segunda parte vamos acompanhar diversas das mais famosas reportagens. Dividas por categorias, é muito divertido e enriquecedor, ler matérias nas categorias, de políticas, música, arte, teatro, futebol. Recheado de fotografias, pequenos trechos de músicas, poemas, Arnaldo ilustra a história da manchete com contextos históricos da época. O livro é escrito de forma não linear, o que nos faz viajar no tempo em vários momentos.
Eu amei o livro, foi uma experiência deliciosa, e com certeza cheia de conteúdo. Além de da biografia da revista, é possível ter uma bela aula de história do Brasil com esse livro. Eu recomendo muito. Acredito que conhecer a história do país que vivemos, e principalmente uma revista que por muito tempo foi importantíssima para a imprensa brasileira é essencial.




sexta-feira, 15 de julho de 2016

Dois Andares: Acima! – Pedro Gonzaga





Apesar de não ter muito o hábito ler contos, esse livro me encantou profundamente. Costumo dizer, que em certos lugares, é necessário garimpar para encontrar boas histórias. Descobri esse pequeno livro na feira de livros da rodoviária do Tiete, aqui em São Paulo, e confesso que acabei comprando mais pelo preço, paguei apenas cinco reais, mas no fim ele acabou valendo muito mais que isso.
Dois andares: Acima! É um livro de contos escrito pelo autor gaúcho Pedro Gonzaga. Escritor, músico e tradutor, Pedro já traduziu Conan Doyle, Patricia Highismith, Raymond Chandler e Charles bukowski. Dois andares é seu segundo livro publicado, e saiu pela editora Novo Século no ano de 2007.
Como já citei anteriormente, esse é um livro de contos. Dividido em duas partes, o primeiro andar e o segundo andar, contem algumas histórias que se entrelaçam. Os contos são escritos em primeira pessoa, e tem cerca de duas a três páginas cada. Não se deixem enganar, apesar de curtos os contos são extremamente pesados. Tendo como temas estupro, suicídio, depressão, é um livro que nos transporta para o lado mais sujo do ser humano.
Eu adorei o livro. Alguns contos não me agradaram tanto, mas no geral eu gostei muito. A primeira parte foi sem dúvida a minha favorita, com contos que mexeram muito com meu psicológico. O primeiro conto, ‘Nossa Ana’, trata de estupro a partir do ponto de vista do estuprador, e é sem dúvida o melhor conto em minha opinião. Um livro pra te deixar atordoado, mas ao mesmo tempo te leva a pensar em várias questões. Eu com certeza vou reler mais pra frente, e recomendo muito.

Para quem ficou interessado, Pedro tem um site, no qual ele posta poemas, contos, lá também tem todos seus livros publicados, vale a pena dar uma conferida: https://pedrogonzaga.com/ .

domingo, 19 de junho de 2016

O Amante Albanês – Susana Fortes

  



Em uma de minhas passagens pela feira de livros na rodoviária do Tiete em São Paulo, encontrei um livro no qual nunca havia ouvido falar, O Amante Albanês. Confesso que o que me chamou a atenção foi ser um livro da literatura espanhola, que não conheço muito. O romance foi escrito por Susana Fortes, formada em geografia pela universidade de Santiago de Compostela e em história pela universidade de Barcelona. Conhecida por livros de literatura policial, Susana levou seu romance ‘ O Amante Albanês’ a ser finalista do prêmio Planeta em 2003. Hoje a autora é colaboradora no jornal ‘El País’ e em revista de cinema e literatura.
O livro vai nos trazer a história de Ismael, um jovem que vive em Tirana, uma cidadezinha na Albânia, no leste da Europa. O romance se passa na ditadura de Enver Hoxha. Ismael mora com seu pai e seu irmão mais velho, Viktor, que acabou de se casar. A história tem como mistério principal a estranha morte de sua mãe. A mãe de Ismael e Viktor faleceu quando Ismael tinha apenas cinco anos, e o que restou ao jovem foram lembranças confusas de uma criança. Logo que sua mãe faleceu, o nome dela nunca mais foi pronunciado, e as poucas vezes que falaram sobre o assunto, referiam-se a mulher como ‘ela’.

Susana Fortes
Com ajuda de sua cunhada Helena, Ismael volta ao passado à procura de respostas. Em meio a essas convivências diárias um envolvimento muito maior e perigoso vai surgir entre os dois.

O livro foi totalmente diferente do que eu esperava, a orelha e a contra capa descrevem uma história bem diferente do ponto principal da trama. 

Achei o romance bem clichê e em muitos momentos previsível. No entanto, apesar de eu já descobrir o mistério logo nas primeiras páginas, o final me surpreendeu de uma forma positiva, a autora conseguiu me encantar com o desfecho. 

terça-feira, 15 de março de 2016

Seis Anos (Six Years)






Já fazia um tempo que não assistia dramas adolescentes. Esse é o tipo de filme que você sabe que não terá um final feliz. A própria sinopse te conta isso. E já que eu sou uma pessoa que adora filmes tristes, por que não?
Longa-metragem dirigido por Hannah Fidell estreou em setembro de 2015, e conta com a atriz Taissa Farmiga, de American Horror Story. 



O filme vai contar a história de Mel (Taissa Farmiga) e Dan (Ben Rosenfield), um casal de jovens que estão juntos há seis anos. Conheceram-se na infância, namoraram na adolescência e sempre estiveram juntos.  Quando Dan recebe uma proposta de emprego, suas escolhas colocam em risco o amor que parecia perfeito. O filme vai mostrar o drama vivido por esses garotos, que entrando na idade adulta, veem a vida mudar. Com conturbadas brigas dentro da relação eles passam a ter que lidar com as diferenças que antes não existiam.


Levantando o tema do primeiro amor, do primeiro namoro, e como as coisas parecem eternas quando jovens.
O drama mostra principalmente como as pessoas tomam rumos diferentes na vida, e escolhas causam certas consequências.
Eu gostei bastante do filme, é um filme com poucos acontecimentos, mas que em alguns detalhes retrata a realidade da vida de um jovem casal. Emocionante, mas com um final previsível, o tipo de filme que você sabe que vai chorar. Se você gosta de dramas adolescentes, e filme desse tipo com certeza vai gostar. 



terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A Teoria de Tudo – The Theory of Everything





Baseado na biografia de Stephen Hawking, ‘Travelling to Infinity: My Life with Stephende’.A teoria de tudo é um filme maravilhoso. Stephen Hawking, para quem não conhece, é um famoso astrofísico, autor do livro ‘Uma breve história do tempo’. Cientista britânico, que veio a se tornar um dos mais brilhantes pesquisadores.




O filme, com direção de James Marsh, a história do jovem Hawking (Eddie Redmayne) ainda na universidade, quando conhece sua futura mulher, Jane Wide (Felicity Jones) . No ano de 1963, aos 21 anos, Stephen descobre que possui uma doença degenerativa, e que sua expectativa de vida é de cerca de dois anos. Apesar do tempo curto, Stephen se casa, e começa seu projeto de conclusão de curso, um estudo detalhado sobre o tempo. Indo contra todas as expectativas Stephen vive bem mais de dois anos, e acompanhamos sua formação e seu sucesso profissional.




Com a saúde debilitada, e perdendo aos poucos suas funções motoras, assistimos a incrível história deste homem, que mesmo sem poder se movimentar, sem conseguir falar, exercita seu cérebro, escreve um livro e continua a estudar.
Até hoje, Stephen Hawking é um grande pesquisador. O filme é comovente e nos faz pensar que não precisamos de muito para encontrar a felicidade. A biografia na qual o longa se baseou, foi escrita por sua ex-mulher Jane Wide, que relata as dificuldades ao longo de suas vidas.




O filme é lindo, e eu chorei muito. Eddie Redmayne tem uma atuação tão incrível, que é impossível não se encantar. Ainda não li o livro, mas fiquei muito curiosa para conhecer a história de outra forma. Assim como em ‘O Jogo da Imitação’, ‘A Teoria de Tudo’ é um filme que mostra como um homem com uma vida complicada fez uma grande diferença no mundo.



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O Diabo no Corpo – Raymond Radiguet





Esse é um daqueles pequenos romances em que nos envolvemos com os personagens de uma forma muito forte. O Diabo no Corpo é um livro francês da década de 20, e foi um grande sucesso na época de seu lançamento. Escrito por um garoto de 17 anos, e com muitos fatores autobiográficos, o romance chegou a ser bastante questionado quanto a sua qualidade. Um pouco antes do lançamento de seu livro, Raymond deu a seguinte declaração: ‘‘Gostaria de saber em que idade se pode dizer: ‘eu vivi’. Esse uso do meu tempo passado não implica logicamente a morte? Por mim, creio que em qual quer idade, mesmo a mais tenra, já vivemos e começamos a viver.’’.

Raymond Radiguet
A história se passa durante a primeira guerra. Narrado por um garoto de 15 anos, que se envolve com uma mulher casada. Enquanto seu marido Jacques cumpre seu dever de soldado na guerra, Marthe passa os dias com seu amante. Acompanhamos todo o romance aos olhos do garoto, que a cada dia se sente mais apaixonado. Até que um dia, Marthe descobre que está grávida. Além da gravidez, o casal tem que lidar com os comentários dos vizinhos, que já perceberam o que anda acontecendo entre os dois.
O romance é curto, tem cerca de 100 páginas, mas a história é tão intensa e profunda. Eu me envolvi de uma forma que não conseguia parar, e quando terminou, fiquei extasiada na história.

Raymond Radiguet teve uma vida curta, nasceu em 1903, e faleceu aos 20 anos, meses após o lançamento de seu primeiro livro. Deixou ainda outros manuscritos, que seriam publicados mais tarde. Acho que a história do autor me cativou tanto quanto o livro. A escrita de Radiguet flui tão bem que é impossível se distrair. Eu recomendo muito, um livro curtinho, e com uma história fantástica!

 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Whiplash – Em Busca da Perfeição





Um filme de tirar o folego. Whiplash é um longa Estadunidense que estreou no ano de 2014. Vencedor de dois prêmios no festival de Sundance, o filme conta com roteiro de direção de Damien Chazelle. Gravado e editado em apenas 10 semanas, Whiplash foi lançado inicialmente como curta metragem, conseguindo assim lucro suficiente para transforma-lo em longa.


O drama vai contar a história de Andrew Neyman (Milles Teller), um estudante do primeiro ano da Shaffer, melhor escola de música dos Estados Unidos. Andrew é baterista desde pequeno e sonha em se tornar um dos melhores nomes da música americana. Seu esforço e dedicação chamam a atenção do maestro Terence Flecher (JK Simmons), mestre da principal orquestra do conservatório.
Neyman chega para os ensaios com grande expectativa, e logo é surpreendido com as atitudes abusivas de seu maestro. Na esperança de agradar Flecher, Andrew deixa de lado sua vida pessoal para se dedicar exclusivamente a música, o que vem a prejudicar sua saúde, e seu estado psicológico.




O filme vai retratar como é o relacionamento exasperado entre Andrew e Terence, ultrapassando limites e transformando o sonho em obsessão.  Explorando o mundo do jazz com muita maestria, o filme conta com uma ótima direção.

Um drama muito bem feito, com atores espetaculares. Eu gostei muito, e apesar de ficar um pouco decepcionada com o final, valeu muito a pena assistir. Se você gosta de filmes de superação, tenho certeza que vai gostar.



 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O Clube do Filme – David Gilmour





Eu comprei esse livro em uma promoção da amazon, e logo que chegou já iniciei a leitura. Confesso que isso dificilmente acontece, normalmente meus livros aguardam em uma longa fila para serem lidos.
Lançado em 2007, O clube do filme me chamou a atenção pela sinopse, e me ganhou logo nas primeiras páginas. O autor, David Gilmour, nasceu em 1949 e vive em Toronto. Jornalista televisivo e crítico de cinema, escreveu um romance autobiográfico, contando um período de sua vida que mudou sua relação com seu filho Jesse.
O livro começa quando aos 15 anos, Jesse vai morar com seu pai. David logo percebe como o filho está desanimado e sem motivação para os estudos. Na esperança de tentar algo diferente, oferece uma opção para o adolescente, ele poderia parar de estudar, não precisaria trabalhar e nem pagar o aluguel. A única condição seria assistir a três filmes por semana com seu pai, e não usar drogas.




Durante toda a história, vários filmes são citados, e a cada filme, Jesse recebe um aprendizado. Esse é o clube do filme, que aproxima de uma forma surpreendente pai e filho. Durante três anos, eles passam por um processo de autoconhecimento que muda o rumo de suas vidas.
Entre filmes como Bonequinha de Luxo, Instinto Selvagem, O Exorcista, posso dizer que a experiência foi muito boa.
O livro é delicioso, e com certeza da vontade de parar a cada página e assistir aos filmes com os personagens. Uma leitura rápida e tranquila, divertida em alguns momentos. Recomendo bastante se você procura um livro para as férias. E claro, se você gosta de cinema, é uma ótima pedida.



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Walt Before Mickey



Recomendo que assistam o trailer antes de continuar. Apenas nesses poucos minutos já é possível entender por que amei esse filme.
Walt Before Mickey é um filme encantador, que nos transporta para outro mundo. Produzido em 2014, o filme já está disponível no Netflix. Com direção de Khola Lê, o drama conta a história de um dos maiores animadores que o mundo já conheceu: Walt Disney.




Baseado em uma obra literária de não ficção, o filme mostra a trajetória do animador e empresário antes de seu mais famoso personagem. Walt (Thomas Ian Nicholas) desde criança gostava de desenhar. Vivendo em uma fazenda com sua família, desenhava animais todo tempo. Sempre criticado, ele nunca se abalou, fazia o que gostava.




 Já adulto resolveu criar sua própria empresa de animação, a Lough-O-gram. Aos poucos a empresa foi se estabelecendo e desenvolvendo pequenos curtas-metragens. Infelizmente, o lucro não foi suficiente para dar continuidade.




Depois de um tempo, Walt se junta a seu irmão, Roy Disney (Jon Heder), criando então o que seria o inicio do maior império do entretenimento. A história é muito comovente, e apesar de todas as dificuldades, é lindo de ver como Disney nunca desistiu de tentar. Após um tempo, e vários obstáculos, cria o seu mais famoso personagem, um ratinho, com nome de Mickey.
É perceptível a preocupação em que assim como nos longas da Disney, o filme transmitisse encanto. Impossível é não se envolver e se emocionar. O filme é maravilhoso, recomendo para qual quer um!







sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O Adversário – Emmanuel Carrère





No ano de 1993, um homem matou sua mulher, seus filhos, seus pais, e colocou fogo em sua casa.

O adversário do autor Emmanuel Carrère vai narrar um caso que chocou a França na década de 90. Jean-Claude Romand, um homem que parecia comum, se revelou um homem completamente desconhecido. Durante 18 anos, Jean-Claude enganou todos que conviviam com ele, fingindo ser alguém que não era, com um trabalho que não existia e um diploma que nunca foi tirado.
O livro é um relato desconcertante da misteriosa vida de um homem que nunca existiu. Em janeiro de 1993, Jean-Claude matou sua mulher, seus filhos, foi até a casa de seus pais, onde os assassinou friamente, e ainda teve tempo de iniciar um incêndio em sua própria casa.




Os bombeiros chegaram a tempo de salvar Jean-Claude. Quanto a sua família, mais tarde a pericia concluiu que já estavam mortos antes do incêndio. Acusado de assassinar toda sua família, a vida do francês foi revirada e descobriram que por anos, ele tinha uma vida ilusória. Todos os dias, saía de sua casa com o proposito trabalhar. Dizia ter um cargo importante de pesquisador na OMS. Mais tarde se revelou que esse emprego não existia, e que nem o diploma de medicina Romand havia tirado. Ele passava os dias a passear por parques, ler jornais em diversos cafés, e restaurantes a beira de estrada.



O caso causou um grande rebuliço na mídia nacional, e chamou a atenção de Emmanuel Carrère, que enviou ao assassino uma carta na intenção de entender os motivos que o levaram a cometer os crimes. Dois anos depois, o autor recebeu uma resposta, e assim longas cartas foram trocadas até o livro ser escrito.
Acompanhamos toda a história, e como esse homem foi se afundando em mentiras, criando uma vida que não existia. Em diversos momentos, é difícil saber se o assassino está mentindo, ou dizendo a verdade.


Eu achei o livro muito bom! Não conhecia a história, nem o caso, e achei que foi uma ótima leitura. É um livro reportagem em que conseguimos entrar na cabeça do assassino, que nem ao menos sabe definir o que é verdade e o que é sua imaginação. Eu recomendo muito.

O livro baseou dois filmes franceses, um de mesmo nome, e outro com o título ‘L’ Emploi du temps’ . Eu ainda não encontrei os filmes, mas fiquei bastante curiosa para assistir. 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Final de Semana em Família (Family Weekend)






Um filme de comédia um tanto quanto diferente do convencional. 'Final de Semana em Família' em 2014, e tem como proposta abordar a vida de uma família totalmente problemática. Se deixando tomar por uma modernidade que acaba por destruir o conceito real de família.


O filme vai contar a história de Emily Smith-Dungy (Olesya Rulin), uma adolescente de 16 anos, que cansada de viver em meio ao caos, cria um plano para colocar a vida nos eixos. Emily vive com irmãos malucos, e pais que não se importam. Sua mãe, Samantha (Kristin Chenoweth) , é uma executiva ocupada, que nunca tem tempo para a família. Já seu pai, Duncan (Matthew Modine), é um artista que vive preso em seu ateliê e não assume responsabilidade nenhuma.




Depois de um campeonato regional de pular corda, em que ninguém apareceu, Emily arquiteta um plano, e sequestra seus próprios pais. Com ajuda de seus irmãos, os mantem reféns. Com apenas dois dias para seu próximo campeonato, ela espera transformar seus pais, e ter finalmente uma família ‘comum’.

Ao longo de todo o filme diversas situações ocorrem que prejudicam o controle de Emily da situação. O mais interessante, é que de uma forma exagerada, o filme retrata como a modernidade pode afastar as pessoas.

O filme não me agradou muito, talvez por que eu não seja tão fã de comédias. Mas acredito que se você gosta de filmes de comédia, e filmes exagerados, pode ser um bom divertimento.