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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Mulheres que ganharam o Prêmio Nobel em Ciências – Sharon Bertsch McGrayne





Esse foi, com certeza, um dos meus maiores achados na feirinha do livro do Tiete em São Paulo. É um daqueles livros que me fez lembrar por que amo ler biografias. E sem dúvidas, entrou para a lista dos melhores livros que já li na vida.
Esse não é um livro de ficção. Mas te transporta para outro universo. Durante décadas, existiram mais de 300 vencedores do prêmio Nobel de Ciências, entre eles, nove eram mulheres. Veja bem, menos de 3% eram mulheres. E são com esses números que Sharon começa a narrar o livro.
Sharon escreve um livro totalmente voltado para essa pequena minoria que pouco é reconhecida pela imprensa. Além das vencedoras, Sharon faz questão de citar também aquelas mulheres que estiveram por trás de uma grande descoberta e seus parceiros (homens) acabaram levando o prestígio.

Vamos acompanhar nessa leitura a vida dessas mulheres, com pequenas biografias de suas vidas pessoais a acadêmicas. Dividido em três gerações, a vida dessas mulheres é retratada com maestria. Inteligentes, femininas, e importantes para a ciência. Acompanhamos diversas descobertas no ramo da física, química, biologia e astronomia. Todas elas feitas exclusivamente por mulheres.
Um grande tapa na cara do machismo. À medida que eu lia, era impossível decidir qual delas era a mais incrível, sinto uma mistura de sentimentos e uma vontade de abraçar e agradecer as várias pessoas que apoiaram e ajudaram a tornar possível o sucesso dessas cientistas, em uma sociedade em que ser mulher era muito difícil.

Esse é um daqueles livros que eu vou recomendar para todos, por que eu simplesmente amei.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A Mansão Hollow – Aghata Christie


Minha mãe foi quem me apresentou a rainha do crime, e desde o primeiro livro que li, ‘A casa do penhasco’, sei que ela é uma de minhas autoras preferidas. Sua escrita consegue prender o leitor do início ao fim, e pode ter certeza, mesmo pensando muito, você dificilmente consegue desvendar o mistério.
Para quem não conhece, Aghata Christie é uma autora inglesa, com diversos livros policiais é considerada a rainha do crime. Possui mais de oitenta romances publicados, incluindo contos e peça de teatro.  Aghata é uma das autoras mais traduzidas do mundo. Nasceu no ano de 1890 na cidade de Torquay, e faleceu em 1976 de causas naturais. Suas obras já foram adaptadas para o cinema e a tevê, e até hoje encantam uma legião de fãs.
A mansão Hollow foi publicada no ano de 1946, e conta com um de seus principais detetives, Hercule Poirot. O romance vai se passar na mansão de Lady Angkatell, uma mulher um tanto quanto gananciosa. Durante um fim de semana a mansão Hollow é cenário de uma confraternização, com diversos convidados, entre eles, Dr. John Christow. John é um médico que vê sua vida como uma tortura, casado com Gerda, uma mulher ingênua e devotada ao marido. Na mansão Hollow também se encontra Henrietta, uma mulher apaixonada por John, Edward Angkatell, que é apaixonado por Henrietta, e David, um estudante solitário que prefere a companhia dos livros a pessoas.

Na primeira noite o jantar é interrompido pela vizinha da mansão, Veronica Cray, que por coincidência é ex-noiva de John.
Hercule Poirot, outro vizinho da mansão Hollow é convidado para o almoço no dia seguinte, e logo que chega é surpreendido por uma cena como de cinema. John Christow acaba de levar um tiro ao lado da piscina, a sua frente com o revolver na mão, sua mulher Gerda. Tudo parece ser uma brincadeira, quando Poirot descobre que o homem realmente está morrendo, e antes de morrer diz o nome de Henrietta.
Tudo parece estar claro, quando a pericia descobre que a arma que Gerda estava segurando não é a mesma que matou o Dr. Christow. Hercule Poirot e o inspetor de policia logo se juntam para esclarecer o que realmente aconteceu na mansão Hollow.

Novamente, como todos os livros que já li da autora, o final me surpreendeu. Eu adorei o livro, apesar de não ser um dos livros que mais gostei, a leitura foi muito gratificante. Eu recomendo muito. Aghata Christie é o tipo de autora essencial para se ler na vida, então se ainda não conhece, está perdendo tempo!

sábado, 23 de julho de 2016

(DIS)HONESTY: THE TRUTH ABOUT LIES





Estava à procura de um bom documentário e descobri esse navegando pelo Netflix. Com direção de Yael Melamede, ainda não teve lançamento no Brasil. O documentário americano vai ter como principal ponto o estudo do comportamento humano. Com ajuda do economista, Dan Ariely, o longa vai mostrar como o ser humano consegue mentir, fraudar e ainda assim enganar a si próprio com desculpas de o que está a fazer é irrelevante.
O filme foi baseado em um livro, no qual toda a pesquisa é descrita, ainda não li, mas já fiquei bem interessada.
É muito fácil, principalmente aqui no Brasil, julgar políticos, banqueiros, juízes de serem corruptos e ladrões, quando você cola na prova da escola, ou quando frauda o sistema do imposto de renda.




A partir de diversos experimentos, Dan mostra como é fácil para o ser humano mentir, quando se tem a certeza que ninguém irá descobrir. Acompanhamos muitas pesquisas, e diversos relatos de pessoas que começaram com uma simples mentira, visando seu próprio beneficio e acabaram se afundando até pontos críticos.




Eu adorei o documentário, é leve e descontraído. Além disso, é possível parar e refletir quantas pequenas mentiras são contadas no dia a dia, e como isso pode ser algo inconsciente. Não costumo muito entrar na área do comportamento humano, mas acredito que seja tão importante quanto saber o que se acontece no mundo. Entender o comportamento alheio, e como as nossas próprias atitudes influenciam no nosso trabalho, estudo e criação. Eu recomendo bastante.
Pesquisando encontrei o site do projeto de Dan, no qual é possível nós mesmos fazermos a experiência, e revelar uma das mentiras que já contamos na vida. É saudável ter um pouco de autoconhecimento. Vale a pena dar uma conferida.



quarta-feira, 20 de julho de 2016

Memórias de um sobrevivente – Arnaldo Niskier





Memórias de um sobrevivente, foi outra de minhas aquisições na feirinha da rodoviária do Tiete, em São Paulo. Foi um daqueles livros que da uma sensação boa de ler. Um dos meus gêneros literários favoritos é biografia. E essa história nada mais é que uma biografia de uma das revistas que por muitos anos foi a mais importante do Brasil, a revista Manchete. Apesar de não possuir memórias dessa revista, já que ela encerrou suas atividades quando eu tinha apenas três anos, sei que quem viveu nas décadas de 70, 80, com certeza se lembra de várias edições da famosa Manchete.

Escrito por Arnaldo Niskier, autor carioca, que por muitos anos trabalhou na revista, e amigo de Adolpho Bloch. A revista teve sua primeira edição no ano de 1952, e seu fim em 29 de julho de 2000. Contou com diversos jornalistas e colaboradores, como Nelson Rodrigues, Carlos Drummond Andrade, Rubem Braga.
Foi uma enorme surpresa essa leitura, já que eu pouco sabia da história da revista. O livro é dividido em duas partes. 
Na primeira parte, Arnaldo nos conta um pouco sobre a história da revista, a vida de seu fundador, Adolpho Bloch. Conhecemos então como a revista foi criada, seus momentos de ascensão e sua decadência, que veio principalmente, com a criação da emissora de televisão Rede Manchete.



Já na segunda parte vamos acompanhar diversas das mais famosas reportagens. Dividas por categorias, é muito divertido e enriquecedor, ler matérias nas categorias, de políticas, música, arte, teatro, futebol. Recheado de fotografias, pequenos trechos de músicas, poemas, Arnaldo ilustra a história da manchete com contextos históricos da época. O livro é escrito de forma não linear, o que nos faz viajar no tempo em vários momentos.
Eu amei o livro, foi uma experiência deliciosa, e com certeza cheia de conteúdo. Além de da biografia da revista, é possível ter uma bela aula de história do Brasil com esse livro. Eu recomendo muito. Acredito que conhecer a história do país que vivemos, e principalmente uma revista que por muito tempo foi importantíssima para a imprensa brasileira é essencial.




sexta-feira, 15 de julho de 2016

Dois Andares: Acima! – Pedro Gonzaga





Apesar de não ter muito o hábito ler contos, esse livro me encantou profundamente. Costumo dizer, que em certos lugares, é necessário garimpar para encontrar boas histórias. Descobri esse pequeno livro na feira de livros da rodoviária do Tiete, aqui em São Paulo, e confesso que acabei comprando mais pelo preço, paguei apenas cinco reais, mas no fim ele acabou valendo muito mais que isso.
Dois andares: Acima! É um livro de contos escrito pelo autor gaúcho Pedro Gonzaga. Escritor, músico e tradutor, Pedro já traduziu Conan Doyle, Patricia Highismith, Raymond Chandler e Charles bukowski. Dois andares é seu segundo livro publicado, e saiu pela editora Novo Século no ano de 2007.
Como já citei anteriormente, esse é um livro de contos. Dividido em duas partes, o primeiro andar e o segundo andar, contem algumas histórias que se entrelaçam. Os contos são escritos em primeira pessoa, e tem cerca de duas a três páginas cada. Não se deixem enganar, apesar de curtos os contos são extremamente pesados. Tendo como temas estupro, suicídio, depressão, é um livro que nos transporta para o lado mais sujo do ser humano.
Eu adorei o livro. Alguns contos não me agradaram tanto, mas no geral eu gostei muito. A primeira parte foi sem dúvida a minha favorita, com contos que mexeram muito com meu psicológico. O primeiro conto, ‘Nossa Ana’, trata de estupro a partir do ponto de vista do estuprador, e é sem dúvida o melhor conto em minha opinião. Um livro pra te deixar atordoado, mas ao mesmo tempo te leva a pensar em várias questões. Eu com certeza vou reler mais pra frente, e recomendo muito.

Para quem ficou interessado, Pedro tem um site, no qual ele posta poemas, contos, lá também tem todos seus livros publicados, vale a pena dar uma conferida: https://pedrogonzaga.com/ .