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sábado, 17 de outubro de 2015

No país dos homens – Hisham Matar



Esse é um daqueles livros em que quando lemos a ultima linha sentimos uma sensação de desespero, tristeza, é como se a realidade caísse em frente aos nossos olhos, nos forçando a enxergar o que normalmente não vemos.





No país dos homens é um livro que até pouco tempo, nunca havia ouvido falar, me chamou a atenção em uma prateleira de uma feira de livro. E como valeu a pena dar uma chance para o desconhecido.
O livro é contado em primeira pessoa, o narrador, Suleiman é um garoto de apenas nove anos, que com sentimentos conturbados tenta compreender o que anda acontecendo em seu país. O romance vai se passar no ano de 1979, um dos anos mais conturbados da ditadura na Líbia. Vivendo em Trípoli, capital da Líbia, com seus pais. Suleiman tem uma vida comum, está sempre com Karin, seu melhor amigo e vizinho, até que um dia integrantes do Comitê Revolucionário prendem o pai de Karin, acusando-o de traição. Logo depois, eu pai, desaparece, e sua mãe fica cada vez mais ‘doente’.
Em alguns momentos a atitude do protagonista é totalmente errada, e então lembramos que ele é uma criança, ninguém o explicou o que está acontecendo, e ele não sabe o que está fazendo. Acompanhamos todo o desenrolar da história, e como a violência pode mudar a visão de um garoto diante o mundo. O livro é torturante, e é incrível como a história consegue afetar o leitor psicologicamente.
A ditatura da Líbia durou 42 anos, entre 1969 a 2011. Governada por Muammar Kadhafi, foi um período de crueldades sofridas pela população. Período em que crianças aprendiam a usar armas na escola, e queimar livros americanos. Em que pessoas eram assassinadas publicamente.
Eu nunca havia nada sobre o assunto, e a leitura de ‘No país dos homens’ me fez ir atrás e procurar saber mais. Eu tive uma grande relação de amor e ódio com o livro, mas no fim, eu gostei muito. Recomendo bastante.
 Hisham Matar nasceu no ano de 1970, viveu em Trípoli na infância, seu romance ‘No país dos homens’ tem inspiração autobiográfica.


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Expoflora 2015 - Holambra - SP




No ultimo final de semana de setembro fui visitar pela primeira vez a festa mais famosa de flores do Brasil. A Expoflora, é a maior feira de flora no país. A exposição ocorre todos os anos nos meses de agosto e setembro, na cidade de Holambra, interior de São Paulo. Holambra, uma cidade de pouco mais de 11 mil habitantes, antiga colônia Holandesa, é conhecida por ser a Capital Nacional das Flores.

Acordamos cedo no domingo e logo seguimos viagem. Em uma estrada de mão única, foi um tanto quanto demorada, mas quando se está com a família a espera não é um problema. Na entrada da cidade, já nos deparamos com uma longa fila de carros, o que por um lado é bom, podemos aproveitar a linda vista, com milhares de flores por todo o caminho. Cores por todos os lados encantam aos olhos de quem vê.
Só para entrar no estacionamento desembolsamos 30 reais, o que não é nada barato. Estava bem organizado, mas era de se perceber um estacionamento improvisado que não valia 30 reais.
Chegamos cedo, mas a bilheteria estava bem desorganizada e foi um pouco complicado de se localizar, já que estava bem lotada. Novamente o preço é de assustar, 38 reais por pessoa. Há também a opção de comprar antecipado, e pagar um pouco mais barato, mas pelo que observei havia uma grande burocracia para retirar o ingresso comprado online.
O que mais me surpreendeu foi o tamanho da feira, é realmente enorme, e você deve reservar um dia inteiro para conseguir ver tudo. Logo na entrada se segue um caminho com várias orquídeas, e murais nos quais fotos são concorridas.



A exposição de flores é enorme, e linda, espécies desconhecidas são de envolver até aqueles, como eu, não entendem muito de botânica. Quanto aos preços, não possuem tanta diferença, então se for comprar é bom pesquisar um pouco antes. 




Rodeada de jardins e cenários lindos para fotos, seguimos para onde há uma grande feirinha de artesanato. Algumas coisas valem a pena, outras nem tanto. Mas cá entre nós, é impossível sair de lá sem uma lembrancinha.
Almoçamos ali mesmo na feirinha, em um estande de crepes franceses. Demorou um pouco, mas estava bem organizado, e o atendimento foi ótimo, e o crepe, delicioso.



Pensando que para por ai? Seguimos em frente, passando pelo palco das tulipas, lugar onde aconteciam diversas apresentações ao longo do dia. Mas a frente há uma enorme praça de alimentação a céu aberto. Com comidas típicas holandesas, é de dar água na boca. Já o preço não é nada amistoso, eles claramente exageram cobrando R$ 4,50 em uma garrafinha de água.



Ao lado da praça, há uma entrada linda para uma mostra de paisagismo. Seguindo linha europeia, foi recriada uma vila holandesa, com casinhas coloridas, lojas de doces, fontes, e claro, muitas flores.
A verdade é que da vontade de experimentar cada docinho, sentar em cada banco, e tirar fotos na frente de cada casa. Uma pena os preços não ajudarem.  




No final, o passeio valeu a pena. Este ano a feira já se encerrou, mas no ano que vem tem novamente. Eu recomendo o passeio, é tudo muito bonito e encantador, mas vá com tempo, e preparado para colocar a mão no bolso, já que assim como tudo é muito bonito, também é tudo muito caro.








quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O Médico Doente – Drauzio Varella





Em uma de minhas visitas ao sebo encontrei este pequeno livro, escrito por Drauzio Varella. Foi meu primeiro contato com Drauzio Varella como escritor, e foi uma boa leitura. O médico doente foi lançado 2007, e é um relato verídico. Conhecido por seus livros ‘Estação Carandiru’, ‘Carcereiros’, Drauzio além de escritor, é médico oncologista e cientista.

Neste curto livro, de apenas 129 páginas, acompanhamos um relato da época em que Drauzio ficou doente, quase a beira da morte. Em 2004, em uma viajem para Manaus, Drauzio contraiu Febre amarela. A maior parte do livro se passa em uma cama de hospital, mas ao mesmo tempo viajamos por sua infância, suas memórias. O livro apesar de curto tem muito conteúdo, ele consegue nos passar muita informação em poucas palavras.
Acompanhamos um olhar clínico, e ao mesmo tempo um sentimento de impotência de um paciente. O livro possui várias reflexões, e ao mesmo tempo nos ensina um pouco sobre medicina.

Eu adorei o livro. Foi uma grande surpresa, e uma boa leitura. Eu recomendo bastante, é um livro curtinho, e dá para ler bem rápido. Sempre tive muita admiração por Drauzio Varella como médico, e agora tenho como autor. Não vejo a hora de ler outros livros dele, e me deliciar novamente com essa escrita tão maravilhosa.

Drauzio Varella