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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Cherry





Cherry é um filme que me surpreendeu bastante. É uma produção independente e estreou em 2010 no South by Southwest Film Festival. Gravado nas Universidades de Kalamazoo e Western Michigan, o filme conta com o protagonista Kyle Gallener.
Cherry é um romance diferente, ainda que com os famosos clichês de temáticas universitárias, quebra diversos paradigmas. Vamos acompanhar a história de Aaron (Kyle Gallener), um típico ‘nerd’ que acaba de entrar na universidade de engenharia. No auge de seus 17 anos, Aaron precisa lidar com sua mãe ‘super protetora’ e com seu novo colega de quarto, que é totalmente seu oposto.



Longe de sua mãe, começa a perceber que tem liberdade de viver sua própria vida. Ele conhece Linda (Laura Allen), uma mulher mais velha, que com seus 34 anos, têm um espirito alegre e jovem. Ela tem uma filha, Beth (Brittany Robertson), com 14 anos, uma adolescente revoltada que se mostra muito mais forte do que realmente é.
Não demora muito para o garoto se encantar pela jovem mulher mais velha. A história fica complicada, Aaron descobre que Linda tem um namorado, e Beth se declara, dizendo estar apaixonada pelo garoto. A partir daí acompanhamos esse triângulo que rende problemas e dúvidas.



Eu adorei o filme. Não tinha muitas expectativas, mas me cativou muito. A atuação dos atores é muito boa, e os diálogos bem construídos. O final me decepcionou um pouquinho, mas nada que estragasse toda a experiência. Gostei muito de o personagem principal não ser um galã, e ao mesmo tempo conseguir ser interessante. A principal questão do filme é discutir a possibilidade de paixão entre idades diferentes, e se realmente é importante pensar que alguém é muito velho, ou muito novo para um relacionamento. Eu recomendo, é um romance divertido, com uma pitada de drama. Vale a pena assistir. 




sábado, 17 de outubro de 2015

No país dos homens – Hisham Matar



Esse é um daqueles livros em que quando lemos a ultima linha sentimos uma sensação de desespero, tristeza, é como se a realidade caísse em frente aos nossos olhos, nos forçando a enxergar o que normalmente não vemos.





No país dos homens é um livro que até pouco tempo, nunca havia ouvido falar, me chamou a atenção em uma prateleira de uma feira de livro. E como valeu a pena dar uma chance para o desconhecido.
O livro é contado em primeira pessoa, o narrador, Suleiman é um garoto de apenas nove anos, que com sentimentos conturbados tenta compreender o que anda acontecendo em seu país. O romance vai se passar no ano de 1979, um dos anos mais conturbados da ditadura na Líbia. Vivendo em Trípoli, capital da Líbia, com seus pais. Suleiman tem uma vida comum, está sempre com Karin, seu melhor amigo e vizinho, até que um dia integrantes do Comitê Revolucionário prendem o pai de Karin, acusando-o de traição. Logo depois, eu pai, desaparece, e sua mãe fica cada vez mais ‘doente’.
Em alguns momentos a atitude do protagonista é totalmente errada, e então lembramos que ele é uma criança, ninguém o explicou o que está acontecendo, e ele não sabe o que está fazendo. Acompanhamos todo o desenrolar da história, e como a violência pode mudar a visão de um garoto diante o mundo. O livro é torturante, e é incrível como a história consegue afetar o leitor psicologicamente.
A ditatura da Líbia durou 42 anos, entre 1969 a 2011. Governada por Muammar Kadhafi, foi um período de crueldades sofridas pela população. Período em que crianças aprendiam a usar armas na escola, e queimar livros americanos. Em que pessoas eram assassinadas publicamente.
Eu nunca havia nada sobre o assunto, e a leitura de ‘No país dos homens’ me fez ir atrás e procurar saber mais. Eu tive uma grande relação de amor e ódio com o livro, mas no fim, eu gostei muito. Recomendo bastante.
 Hisham Matar nasceu no ano de 1970, viveu em Trípoli na infância, seu romance ‘No país dos homens’ tem inspiração autobiográfica.


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Expoflora 2015 - Holambra - SP




No ultimo final de semana de setembro fui visitar pela primeira vez a festa mais famosa de flores do Brasil. A Expoflora, é a maior feira de flora no país. A exposição ocorre todos os anos nos meses de agosto e setembro, na cidade de Holambra, interior de São Paulo. Holambra, uma cidade de pouco mais de 11 mil habitantes, antiga colônia Holandesa, é conhecida por ser a Capital Nacional das Flores.

Acordamos cedo no domingo e logo seguimos viagem. Em uma estrada de mão única, foi um tanto quanto demorada, mas quando se está com a família a espera não é um problema. Na entrada da cidade, já nos deparamos com uma longa fila de carros, o que por um lado é bom, podemos aproveitar a linda vista, com milhares de flores por todo o caminho. Cores por todos os lados encantam aos olhos de quem vê.
Só para entrar no estacionamento desembolsamos 30 reais, o que não é nada barato. Estava bem organizado, mas era de se perceber um estacionamento improvisado que não valia 30 reais.
Chegamos cedo, mas a bilheteria estava bem desorganizada e foi um pouco complicado de se localizar, já que estava bem lotada. Novamente o preço é de assustar, 38 reais por pessoa. Há também a opção de comprar antecipado, e pagar um pouco mais barato, mas pelo que observei havia uma grande burocracia para retirar o ingresso comprado online.
O que mais me surpreendeu foi o tamanho da feira, é realmente enorme, e você deve reservar um dia inteiro para conseguir ver tudo. Logo na entrada se segue um caminho com várias orquídeas, e murais nos quais fotos são concorridas.



A exposição de flores é enorme, e linda, espécies desconhecidas são de envolver até aqueles, como eu, não entendem muito de botânica. Quanto aos preços, não possuem tanta diferença, então se for comprar é bom pesquisar um pouco antes. 




Rodeada de jardins e cenários lindos para fotos, seguimos para onde há uma grande feirinha de artesanato. Algumas coisas valem a pena, outras nem tanto. Mas cá entre nós, é impossível sair de lá sem uma lembrancinha.
Almoçamos ali mesmo na feirinha, em um estande de crepes franceses. Demorou um pouco, mas estava bem organizado, e o atendimento foi ótimo, e o crepe, delicioso.



Pensando que para por ai? Seguimos em frente, passando pelo palco das tulipas, lugar onde aconteciam diversas apresentações ao longo do dia. Mas a frente há uma enorme praça de alimentação a céu aberto. Com comidas típicas holandesas, é de dar água na boca. Já o preço não é nada amistoso, eles claramente exageram cobrando R$ 4,50 em uma garrafinha de água.



Ao lado da praça, há uma entrada linda para uma mostra de paisagismo. Seguindo linha europeia, foi recriada uma vila holandesa, com casinhas coloridas, lojas de doces, fontes, e claro, muitas flores.
A verdade é que da vontade de experimentar cada docinho, sentar em cada banco, e tirar fotos na frente de cada casa. Uma pena os preços não ajudarem.  




No final, o passeio valeu a pena. Este ano a feira já se encerrou, mas no ano que vem tem novamente. Eu recomendo o passeio, é tudo muito bonito e encantador, mas vá com tempo, e preparado para colocar a mão no bolso, já que assim como tudo é muito bonito, também é tudo muito caro.








quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O Médico Doente – Drauzio Varella





Em uma de minhas visitas ao sebo encontrei este pequeno livro, escrito por Drauzio Varella. Foi meu primeiro contato com Drauzio Varella como escritor, e foi uma boa leitura. O médico doente foi lançado 2007, e é um relato verídico. Conhecido por seus livros ‘Estação Carandiru’, ‘Carcereiros’, Drauzio além de escritor, é médico oncologista e cientista.

Neste curto livro, de apenas 129 páginas, acompanhamos um relato da época em que Drauzio ficou doente, quase a beira da morte. Em 2004, em uma viajem para Manaus, Drauzio contraiu Febre amarela. A maior parte do livro se passa em uma cama de hospital, mas ao mesmo tempo viajamos por sua infância, suas memórias. O livro apesar de curto tem muito conteúdo, ele consegue nos passar muita informação em poucas palavras.
Acompanhamos um olhar clínico, e ao mesmo tempo um sentimento de impotência de um paciente. O livro possui várias reflexões, e ao mesmo tempo nos ensina um pouco sobre medicina.

Eu adorei o livro. Foi uma grande surpresa, e uma boa leitura. Eu recomendo bastante, é um livro curtinho, e dá para ler bem rápido. Sempre tive muita admiração por Drauzio Varella como médico, e agora tenho como autor. Não vejo a hora de ler outros livros dele, e me deliciar novamente com essa escrita tão maravilhosa.

Drauzio Varella

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A filha do Louco – Megan Shepherd




Megan Shepherd nasceu e viveu na Carolina do Norte, e sempre teve contato com os livros. Sua família possuía uma livraria independente. Sempre leitora voraz, passou vários anos de sua vida viajando. A filha do louco foi seu primeiro romance publicado. O livro me chamou a atenção, por ser uma releitura de um clássico. Shepherd nos transporta para o mundo do sombrio ‘A Ilha do dr. Moreau’, escrito por H.G. Wells, e lançado originalmente em 1896.

Megan Shepherd
Após mais de um século, Megan Shepherd escreve ‘A Filha do louco’. Lançado em 2013, o livro vai contar a história de A ilha do dr. Moreau, a partir do ponto de vista de sua filha.
Conhecemos então, Juliet Moreau, uma jovem garota que vive em Londres na era vitoriana. Quando ainda era pequena, seu pai recebeu acusações gravíssimas, e precisou fugir. Abandonadas, e com o dinheiro acabando, Juliet e sua mãe precisam vender seus bens para sobreviver, além de ter que conviver com inúmeras críticas, e perder todos os amigos dos meios sociais. O escândalo com o Dr. Moreau abalou a vida de Juliet, e depois de alguns anos, ela tem certeza que seu pai está morto. Quando sua mãe falece, Juliet tem que trabalhar e se manter sozinha.
A história começa, quando Juliet encontra Montgomery, um jovem que trabalhava em sua casa na época que seu pai ainda vivia com eles. Ela então descobre que seu pai está vivo, e vive em uma ilha escondida. Sem ter nada a perder Juliet embarca nesta viajem atrás do homem que a deixou.

 O livro é bem grosso, e tem bastante história, apesar de eu achar que em vários momentos a autora escreve coisas desnecessárias. Acompanhamos um triangulo amoroso, e existe uma história de amor bem clichê. Eu ainda não tive a oportunidade de ler o livro original, e imagino que seja muito mais macabro do que a releitura. Eu gostei do livro, ainda que alguns dos personagens me irritaram um pouco, e com certeza não foi meu preferido. Mas eu recomendo, se você gosta de um romance com toques diferentes de terror, talvez se interesse.

A mesma autora também escreveu outros livros, que com este serão uma série. Todos serão releituras de clássicos, e eu espero a oportunidade de lê-los. Os outros livros já foram lançados lá fora, e estão disponíveis na Amazon.


 

sábado, 19 de setembro de 2015

Mentirosos – E. Lockhart





Há algum tempo atrás ficou bastante em evidencia o novo livro da escritora E. Lockhart, Mentirosos. Com um enredo completamente diferente e daqueles que você não consegue parar de ler. E eu confesso que estava bem curiosa. O livro foi lançado no Brasil, em 2014, pela editora seguinte, que investiu pesado em sua publicidade. Apostaram e acertaram, o livro realmente tem tudo para agradar o leitor, um bom enredo, uma escrita fluída, e principalmente, um bom mistério.
O livro vai contar a história da família Sinclair, uma família rica, imponente, e que apesar de seus problemas, faz tudo para aparentarem perfeição. O livro se passa na ilha particular da família, para onde todos Sinclair vão aos verões. Conhecemos então quatro jovens, Cadence, seus primos, Mirren e Johnny, e Gat, um amigo que desde pequeno passa o verão na ilha. Ao longo dos anos acompanhamos as aventuras desses garotos. Até que no verão dos 15 anos da vida deles, algo acontece e tudo muda drasticamente. A história é contada pelo ponto de vista de Cadence, e conseguimos sentir todos os sentimentos que a personagem transborda.




Eu não vou falar muito da história, acho que você tem que ler e sentir a experiência que esse maravilhoso livro consegue transmitir. O final é realmente surpreendente, algo inesperado. Não achei um final inovador, é algo que se você gosta de cinema e literatura, com certeza já vai ter presenciado em algum lugar. Mas te garanto que não vai descobrir. A autora nos leva para outro universo, e é incrível como conseguimos mergulhar e esquecer o mundo logo nas primeiras páginas.

Eu recomendo muito. Para qual quer pessoa que goste de um bom livro. É um livro que além de tudo nos faz pensar, até onde vai a ganancia das pessoas, como coisas tão fúteis podem ser mais importantes que o amor?




 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Joyland – Stephen King





Um dos romances mais recentes do mestre do terror Stephen King, Joyland se passa no universo dos parques de diversão. Foi meu primeiro contato King em romances, antes só havia lido contos do autor. Pra quem ainda não conhece, Stephen King é um autor americano, ele escreve contos e romances de ficção e terror. A maioria de seus livros já viraram filmes, e ele já foi traduzido para mais de 40 países. Ele é conhecido por ser o mestre do terror, e lendo qual quer obra dele, já entendemos o porquê da denominação.

Stephen King
Neste romance, vamos acompanhar um período da vida do universitário Devin Jones. Durante o ano de 1973, durante suas férias, Devin vai para a Carolina do Norte, a fim de trabalhar temporariamente em um parque de diversões da região, Joyland. O livro é contado em primeira pessoa, e no ano atual. Acompanhamos então as lembranças de Devin.
Logo quando chega ao parque Devin conhece a famosa Madame Fortuna, ou Rozzie Gold, uma vidente que diz que Dev irá conhecer uma garotinha com uma boneca, e um garoto com um cachorro. Isso acaba sendo esquecido, quando descobrimos o grande mistério do parque. A alguns anos, uma jovem foi morta dentro do trem fantasma do parque, e desde então dizem que ela assombra o trem. O livro então vai narrar o período de trabalho de Dev, e como esse mistério poderá ser resolvido.



O livro é sensacional. A escrita de King te transporta a um mundo distante, e a leitura flui muito bem. É o tipo de livro que qual quer um pode ler. Eu recomendo muito, e inclusive já adianto que o final é surpreendente. O romance de King me conectou ainda mais que os próprios contos. Não vejo a hora de ler outros livros dele.


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Chamada de emergência (The Call)





Estava à procura de um filme policial para assistir, e encontrei este que acabou me interessando. Confesso que não esperava muito, mas resolvi arriscar e passar meu tempo. Mas o filme me surpreendeu muito, e eu adorei.
O filme foi lançado em 2013, com direção de Brad Anderson, nos EUA.




O filme vai contar a história de Jordan Turner (Halle Bery), que trabalha como atendente no sistema de emergência da polícia americana. Logo no inicio do filme, Jordan recebe uma ligação de emergência, de uma garota que está sozinha em casa, e alguém está invadindo sua casa. Jordan acaba se envolvendo e comete um erro de procedimento, o qual acaba levando ao assassinato da garota. Não conseguindo se recuperar totalmente, Jordan passa a treinar novos atendentes, deixando de lado as ligações.




Alguns meses depois, em um de seus treinamentos, ela presencia uma ligação de uma garota chamada Casey Welson (Abigail Breslin), que acaba de ser sequestrada. Jordan precisa então esquecer os fantasmas do passado, e se concentrar em ajudar Casey. Mas o que ela não imagina, é que o passado está mais perto do que ela imagina.

Com ajuda de seu namorado Oficial Phillips (Morris Chestnut), Jordan vai fazer de tudo para conseguir salvar Casey, e prender seu sequestrador, um possível Serial Killer.

Cheio de suspense e ação, o filme me prendeu do inicio ao fim. Halle Bery é uma atriz excelente, e nos envolve em sua personagem. Eu adorei o filme e recomendo para quem gosta de filmes policiais e com muito suspense.




 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

What happened, Miss Simone?





Ela só queria ser a primeira pianista negra dos Estados Unidos. Ela só queria tocar no seu piano músicas clássicas. Ela só queria ser reconhecida por seu talento. Ela só queria que sua cor não importasse para as pessoas. Ela só queria igualdade racial. É pedir muito?
Nina Simone, foi um dos maiores nomes do jazz na década de 60. É a vida desta corajosa mulher que iremos acompanhar no documentário lançado pelo netflix ‘What Happened, Miss Simone?’. Com direção de Liz Garbus, o documentário americano, vai mostrar toda a vida da cantora e artista Nina Simone.

Eunice Kathleen Waymon iniciou sua trajetória musical ainda na infância, através do piano. Com ajuda de uma professora de musica, Eunice teve contato com os maiores nomes da musica clássica, e tinha o sonho de ser a primeira pianista negra dos Estados Unidos. Logo cedo, ela presenciou preconceitos raciais, o que acabou a levando para outros caminhos. Eunice começa a então tocar na noite para se sustentar. Quando ela vê que apenas o piano não vai fazê-la ganhar dinheiro, ela começa sua jornada de cantora. Assume então seu nome artístico, pelo qual ficará conhecida, Nina Simone.
Sua carreira vai crescendo e ela aproveita de certos momentos para se juntar contra a questão racial. E através da musica, fazer sua parte.




O documentário é lindo. É muito angustiante ver como esta mulher sofreu, e ainda assim nunca deixou de lutar. Nina Simone era doente. Nina Simone era uma artista. E através deste documentário muito bem feito, sentimos toda sua dor e seu desapontamento com si própria.

Eu adorei conhecer essa guerreira, e assim o documentário maravilhoso. Eu recomendo muito!




sábado, 5 de setembro de 2015

Minha Vida Sem Banho – Bernardo Ajzenberg




Um livro fino, com 190 páginas, me atraiu pela capa minimalista e seu título intrigante. Bernardo Ajzenberg é escritor, tradutor e jornalista, atualmente vive em São Paulo. Autor de outros títulos, como ‘A gaiola de Faraday’ (2002) e ‘Homens com mulheres’(2005), já ganhou diversos prêmios de literatura.
Para falar bem a verdade, nunca havia ouvido falar deste autor até ler esse livro. Encontrei ‘Minha vida sem banho’, em uma de minhas visitas a livraria Saraiva e me surpreendi muito.
O livro lançado pela editora ROCCO, em 2014, vai contar a história de Célio um ambientalista, que um dia resolve que não tomará mais banhos. Ele chega a conclusão de que não é necessário gastar água desta forma, e cria seu projeto pessoas de viver sem tomar banho. O livro é contado por três personagens diferentes, Célio, Débora ( namorada de Célio) e Wiesen, um velho amigo da família.
O livro apesar de curto explora questões ambientais, e toda a vida de Célio. Acompanhamos seus devaneios e suas preocupações. Débora, sua namorada, embarcou para Manaus, e antes de viajar teve um desentendimento com Célio. O romance é uma eterna busca pela compreensão interna de cada um.





O que mais me chamou a atenção no livro, foi como ele conseguiu com uma história simples, ser tão poético. Eu me apaixonei pela escrita do autor, mais do que pela história. É um livro rápido, que fluiu muito bem. Eu recomendo a leitura, e já estou louca para ler mais coisas do autor.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Tomboy





Já fazia um tempo que queria assistir a este filme. Havia lido sobre ele em algum lugar e me interessei bastante.
Dirigido por Céline Sciamma, Tomboy foi gravado em 2010 em apenas 20 dias. Este lindo drama francês estreou em 2012, e teve ótimas críticas, além de ganhar vários prêmios, como o prêmio Teddy no Festival de Berlin. O filme vai tratar de transsexualidade de forma natural e como uma criança lida com isso.




O filme vai contar a história de Laurie (Zoé Heran), uma garota de 10 anos, que acabou de se mudar para um novo condomínio com seus pais e sua irmã mais nova, Jeanne (Malonn Lévana). Um dia Laurie vai brincar com as crianças do condomínio, e diz que se chama Michael. Laurie começa então a ser um menino fora de casa, e se sente bem assim. Até que se envolve amorosamente com uma outra garota chamada Lisa (Jeanne Disson). Acompanhamos toda a questão que Laurie passa, e como ela se sente confusa em relação ao que é, e o que quer ser.




O filme é delicioso e apaixonante, Zoé Heran é uma atriz sensacional. Achei o filme muito digno. O filme leva este nome, pois Tomboy quer dizer meninas que tem atitudes típicas de meninos.

Eu recomendo demais o filme, é divertido, e também emocionante.



terça-feira, 1 de setembro de 2015

Amaldiçoado (Horns)





Já faz alguns anos, li o livro de Joe Hill, ‘O Pacto’. Lembro-me, que na época, eu gostei do livro, mas algumas questões, em minha opinião, eram meio sem sentido. Em 2013, o livro foi adaptado para o cinema, o qual passou a ser chamado ‘Amaldiçoado’. O filme teve bastante repercussão por apresentar Daniel Radcliffe como protagonista. Inclusive o livro teve uma reedição, e além da capa do filme, o nome do livro também mudou, para ‘Amaldiçoado’.

O filme com direção de Alexandre Aja, vai contar a história de Ig (Daniel Radcliffe), um jovem de 26 anos, que está sendo acusado pelo assassinato de sua namorada Merrin Willians (Juno Temple). Com toda a imprensa atrás de uma explicação, e a comunidade contra ele, Ig tenta desesperadamente, com ajuda de seu advogado e amigo, Lee Tourneau (Max Minghella), provar sua inocência. Na noite do memorial de Merrin, depois de beber muito e ficar fora de si, Ig vai até o memorial e destrói todas as homenagens deixadas a ela. Na manhã seguinte, sem se lembrar direito do que havia acontecido, sentindo uma enorme dor de cabeça, ele leva um susto ao se olhar no espelho descobrir que possui um par de chifres.




A partir daí, Ig percebe que todas as pessoas começam a contar seus segredos e desejos mais obscuros. Ele não perde tempo, e começa a ir atrás do verdadeiro assassino de sua namorada, a fim de se vingar e provar sua inocência.

O filme é muito bem feito, e a adaptação foi bem coesa com a história do livro. Eu acho que o que me incomodou, assim como no livro, foram certos exageros e apelações. O final foi relativamente exagerado, e com efeitos que o tornam cômico. No geral, o filme é bacana, é uma história diferente, e talvez você goste. Não espere um filme de terror, você não levará nenhum susto. É mais um filme de mistérios, nos quais você fica tentando adivinhar o final.




 

domingo, 30 de agosto de 2015

Alek Wek – A refugiada africana que virou Top Model internacional




O livro é uma autobiografia de Alek Wek, o livro contou com a colaboração do coautor, Stephen P. Willians. O livro lançado em 2007 vai contar a história da modelo Alek Wek, e tudo que ela passou até chegar aos sucessos da passarela.
Alek Wek nasceu no Sudão, na cidade de Wau, no ano de 1977. Não se sabe ao certo qual o dia de seu nascimento. Vamos acompanhar toda sua luta pela sobrevivência durante a guerra civil na década de 80. A segunda guerra civil do Sudão teve inicio em 1983, quando Alek tinha 6 anos. Sua família ainda resistiu um tempo em Wau, até que com a guerra avançando, tiveram que fugir. Alek é a sétima filha de nove irmãos. 



Seus pais foram um exemplo de perseverança e coragem. Quando Alek tem 14 anos, consegue se refugiar em Londres, e é a partir daí que sua vida começa a mudar. Com 18 anos, Alek é descoberta enquanto fazia compras em uma feira de Londres.  Ela estava prestes a mudar a imagem de beleza que os Estados Unidos estavam acostumados.
Alek Wek é o tipo de livro que faz pensar o quão ignorantes são nossas preocupações. Alek sempre diz que a pobreza é relativa, as vezes você pode ter pouco, mas comparado a outras pessoas, você tem muito, então não tem o que reclamar. O livro também nos faz pensar que não existe futuro previsível, tudo pode acontecer independente de onde você vem, o que você tem, e como você.




Alek Wek foi a primeira modelo negra a estampar a capa da revista ELLE, e apesar do receio da revista, a capa foi um sucesso. Hoje Alek tem uma linha de bolsas próprias, a WEK 1933, e trabalha com projetos sociais na África.

Foi uma leitura bem rápida, fluiu muito bem, e eu gostei bastante. Recomendo se você é fã de biografias como eu.






sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Orphan Black - 1º temporada





Hoje eu vim aqui para falar de uma série um tanto quanto diferente. Criada por Graeme Manson e John Fawcett, a série canadense Orpahn Black estreou em 2013, com muitas críticas positivas, e logo foi indicada ao Globo de Ouro.
Descobri a série no Netflix , nunca tinha ouvido falar antes. A sinopse promete muito mistério e ação, logo me interessei. A primeira temporada tem dez episódios, cada um, com cerca de 40 minutos de duração.




Orphan Black conta a história de Sarah Manning, que depois de um tempo longe, volta para a sua cidade a fim de conseguir um dinheiro e levar sua filha embora, que no momento vive com a mulher que a criou. Logo quando chega, Sarah testemunha uma mulher se suicidar na estação de trem. O que a deixa mais chocada, no entanto, é que a mulher que se suicida é igual a ela. Em um impulso, Sarah rouba a bolsa desta mulher e vai embora.

Assim começa a primeira temporada. Sarah descobre que a mulher que se suicidou é Elizabeth Childs, e começa a se passar por ela, assumindo sua identidade, com a intenção de limpar as contar bancarias de Beth e fugir. Sarah conta com ajuda de seu irmão adotivo, Felix Dawkins (Jordan Gavaris) para lidar com toda a situação, e enganar aqueles que fazem parte da vida de Beth, como seu parceiro Arthur Bell (Kevin Hanchard) e seu namorado Paul Dierden (Dylan Bruce). Ao longo da série, Sarah descobre que existem mais mulheres que são iguais a ela. Nesta primeira temporada então acompanhamos Sarah e as outras mulheres nesta descoberta do que está acontecendo e por que elas são idênticas uma da outra. Enquanto elas investigam isso, tem que lutar para se salvar de alguém que está tentando mata-las.




A atriz que interpreta Sarah, Elizabeth, e todas as garotas iguais, é Tatiana Maslany. E ela é uma atriz excelente, devo dizer. A série tem aquele estilo de que nada é o que parece, e isso é o que mais entretêm. Eu adorei a primeira temporada, e já recomendo. A série já tem três temporadas lançadas, e a quarta tem previsão para 2016.
Se você gosta de mistérios e procura uma série diferenciada, recomendo Orphan Black.